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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dores no joelho podem ser tendinite de poplíteo

Por Hayla Jatobá
Essa tendinite ocorre por sobrecarga do poplíteo em corridas em declives ou de longa distância








A tendinite de poplíteo é uma das causas de dores nos joelhos em corredores e praticantes de caminhadas, especialmente em declives e quando utilizam mochilas.

Ele é um músculo pequeno e achatado, situado na parte posterior do joelho (fossa poplítea). Suas principais funções são rotações interna e externa de tíbia e fêmur, estabilização no deslocamento anterior do fêmur junto com o quadríceps e o ligamento cruzado posterior. Também pode auxiliar na prevenção do impacto aos meniscos.



Essa tendinite ocorre por sobrecarga do poplíteo em corridas em declives ou de longa distância, onde é muito utilizado para a estabilização do joelho. Também pode ocorrer devido à fadiga excessiva do músculo quadríceps, quando um corredor de longa distância retoma seus treinos de forma abrupta logo após uma maratona ou ultramaratona. A pronação excessiva do pé também pode ser um fator agravante.

  • dor na região póstero-lateral que “aperta” o joelho;


  • dificuldade em manter o ritmo do treino após certo tempo correndo;


  • sensibilidade local.


  • inicial: repouso relativo e compressas de gelo para diminuir a inflamação


  • definitivo: reabilitação do joelho com fisioterapia, correção da biomecânica da corrida e retomada gradativa aos treinos.

    A principal aliada do corredor é a prevenção. Para estes atletas, a atenção com a fadiga excessiva do quadríceps deve ser dobrada. É importante também manter um tempo suficiente de descanso entre um treino ou prova de longa distância para a recuperação muscular e articular.
  • quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

    Você sabe o que é pubalgia?

    (Por David Homsi)

    Você sente uma dorzinha na região da bacia ou até mesmo nas coxas por causa da corrida? Isso pode ser sinal de pubalgia. Saiba o que é a lesão e como tratar.


    A pubalgia consiste em dor inguinal crônica e dor púbica unilateral ou bilateral. A incidência desta lesão é mais freqüente em homens, devido às atividades físicas intensas, principalmente ao futebol, tênis e corrida.

    Tire dúvidas sobre causas, sintomas e tratamentos da pubalgia

    Os sintomas da pubalgia são:

  • Dor na região púbica, principalmente ao levantar, sentar e ao tossir
  • Aumento da dor com apoio unipodal e exercícios de alta intensidade (corrida)
  • Sensação de ardor na região da virilha
  • Crepitação na sínfise púbica
  • Espasmos de adutor
  • Diminuição da amplitude de movimento do quadril
  • Possível dor lombar
  • Marcha Anserina (marcha com rotação lateral dos membros inferiores)
  • No futebol, dor no primeiro passe ou chute

    O diagnóstico diferencial deve ser feito para descartar doenças como: prostatite, infecção urinária, fratura por stress, dor irradiada da coluna e principalmente hérnia inguinal, a qual é confundida em 50% das vezes. Os exames de imagem podem estar normais. No raio-x pode haver deslocamento púbico para cima, e nos demais exames sinais de inflamação local.

    Os sintomas da pubalgia são na maioria das vezes causados pelo desequilíbrio muscular entre os músculos abdominais e adutores. A ação dos abdominais leva a uma elevação pélvica e os adutores acabam por tracionar, afastando a sínfise púbica, levando então a um stress ligamentar e inflamação local.

    Outro grupo muscular que interfere neste desequilíbrio biomecânico são os posteriores da coxa (isquiotibiais). Quando estes estão encurtados ocorre uma tração lombar, potencializando o desequilíbrio de abdominais de adutores, principalmente no movimento de chute do futebol.

    Tratamento - O tratamento inicial é sempre conservador. Repouso completo, administração de antiinflamatórios e aplicação de compressa de gelo por quinze minutos no local, para aliviar a dor. Pode-se alongar levemente os músculos abdominais, adutores e isquiotibiais (nos casos de término da dor, alongar normalmente).

    A fisioterapia tem papel fundamental no re-equilíbrio muscular e no retorno as atividades desportivas. O tratamento cirúrgico só é utilizado caso o tratamento conservador falhe.
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