Quem somos nós:

A Equipe B3 é uma Assessoria Esportiva do Rio de Janeiro voltada para as áreas de fitness, wellness e preparação física sob a supervisão técnica do prof. Bruno B. Brasil.


Quer fazer parte da nossa equipe?
Tem alguma dúvida, quer fazer alguma sugestão ou reclamação sobre o blog? Quer anunciar?

Mande um email para equipeb3@hotmail.com

ou CLIQUE AQUI para deixar um comentário.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Impressão sobre a 2ª Maratona Cross-Country de Búzios


Ontem, 7 de novembro, aconteceu na Região dos Lagos - Rio de Janeiro, a 2ª Maratona Cross-Country de Búzios.
Como o próprio nome da prova sugere, foram 42km percorridos por asfato, estradas de terra, praias, com subidas e descidas bem complicadas.
As categorias possíveis eram: Quartetos, onde cada corredor percorria 10,5km, Duplas, 21km para cada, ou Solo, onde um atleta percorria os 42km sozinho.
A largada da prova foi dada na Rua das Pedras, local conhecido da cidade e ponto de referência.
Os primeiros quilômetros eram compostos por muitas subidas e descidas íngrimes e o terreno variava entre asfalto e paralelepípedos. Poucas estradas de terra, porém com muita lama, já que havia chovido muito no dia anterior e uma praia de cerca de 1km.
Após a 1ª transição a prova começou a mostrar seu perfil. Trilhas muito fechadas, onde o corredor precisou se esquivar de galhos e espinhos, abaixar-se para ultrapassar arbustos e árvores, literalmente colocar a mão na lama e agarrar-se em raízes para escalar as "paredes" dos morros de Búzios.
Antes da 2ª transição, ainda havia mais 2 praias de cerca de 1 a 2km cada (Geribá foi uma delas).
O 3º trecho da prova foi o mais complicado. Logo após a 2ª transição havia um morro de cerca de 180 metros de altura, com trilhas extremamente fechadas e MUITO íngrimes. Muita lama pra piorar o cenário e deixar o terreno muito escorregadio. Trechos inundados que pareciam pântanos e até troncos para pular. Este com certeza foi o trecho mais difícil de todo o percurso.
Ultrapassado tudo isso, veio a 4ª e última parte... terrenos planos, pouca subida, mas ainda havia mais uma praia. Nada complicado para quem já havia feito todo o trajeto. A única complicação neste momento era o cansaço e as dores fortes.
A chegada foi feita também na Rua das Pedras e o quarteto que a Equipe B3 levou terminou a prova em 5 horas. Eu, Bruno B. Brasil, que tentava a prova na categoria solo, tive uma lesão no joelho esquedo após um escorregão e parei no quilômetro 22 devido às fortes dores. Ainda tentei continuar, mas realmente não deu.
A impressão final sobre a prova foi excelente. Ótima organização, percurso desafiador e a beleza do local é incrível...
Ano que vem com certeza estaremos lá novamente...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dez razões para começar a correr

Preguiça? Desânimo? Listamos alguns benefícios da corrida para você deixar as desculpas de lado e começar a praticar o esporte




1) Você pode ter um corpo mais bonito!
O fator estética é um dos principais motivos que leva as pessoas a começarem a praticar alguma atividade física. Seja para perder os quilos a mais ou deixar o corpo mais bonito, o esporte é um dos melhores meios para se obter os esperados resultados, já que transforma a gordura localizada em massa magra.

2) Combate às doenças cardiovasculares
A corrida é grande aliada no combate às patologias do coração, principalmente por se tratar de uma atividade aeróbica, ou seja, que utiliza como fonte primária de obtenção de energia o oxigênio. Sendo assim, o fluxo sanguíneo fica regularizado, combatendo as doenças cardiovasculares e gerando um bem-estar físico.

3) Corra contra a osteoporose
A corrida tem grande participação no combate da osteoporose por facilitar a absorção do cálcio no osso, nutriente responsável por sua fortificação. “A corrida é um excelente exercício de prevenção e combate à osteoporose, pois o impacto provocado auxilia na renovação celular e na captação de cálcio nos ossos, tornando-os mais fortes e menos suscetíveis a fraturas”, explica o ortopedista Ricardo Nahas, médico do esporte e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

4) Controle melhor o diabetes
Causada pelo aumento anormal do açúcar no sangue, o diabetes pode ser controlado pelo exercício físico, que queima a glicose sem auxilio da insulina. A corrida traz de benefício para o diabético, além do movimento, um maior controle de glicemia, melhoria de vida, e uma melhor hidratação e alimentação.

5) Melhor auto-estima
Paralelamente à prática do esporte, o atleta começa a alcançar, e superar, diferentes metas. Entra em forma, aumenta a distância, ganha maior velocidade e “vicia” na corrida. Com isso, a auto-estima, a confiança, vai lá pra cima.

6) A facilidade faz a corrida
Diferente de outras atividades, que necessitam de um alto investimento, a corrida exige apenas um tênis adequado, uma bermuda e camiseta confortáveis e boa vontade para que seja posta em prática.

7) Maior imunidade física
Ao praticar um esporte regularmente, fica visivelmente que há uma melhora na saúde do praticante. Correr de duas a três vezes por semana faz o corpo se recuperar melhor naturalmente, já que há um fortalecimento muscular, um aumento da capacidade respiratória e um funcionamento mais ativo das células de defesa do organismo.

8) Melhora da vida sexual
Influenciada pelo acúmulo de problemas de saúde, a disfunção erétil está cada dia mais presente na sociedade brasileira e a prática esportiva pode ajudar.

“Realizar exercícios físicos, como a corrida, é uma boa forma de tratamento da doença, já que a pessoa irá regular problemas como diabetes, colesterol e hipertensão, além acabar com a obesidade e controlar o sistema cardiovascular, diminuindo assim muitos problemas que enaltecem a formação da disfunção”, explica Sandro Mendonça de Farias, urologista, Presidente da Comissão de Educação Continuada da Sociedade Brasileira de Urologia e chefe do Departamento de Responsabilidade Social.

9) Correr melhora o sono diário
Uma pesquisa realizada pelo departamento de psicobiologia da Unifesp revelou que pessoas que praticam atividades físicas se queixam de insônia ou sonolência excessiva durante o dia era de 27,1% e 28,9%, respectivamente, enquanto nos indivíduos sedentários as queixas aumentavam para 72,9% e 71,1%. Sendo assim, a corrida ajuda a ter uma noite de sono melhor e a ter uma dia mais produtivo.

10) Corra para esquecer os problemas
Se você conhece algum corredor poderá notar que ele se queixa com menor frequência dos seus problemas. A prática esportiva é responsável por isso, e é seu próprio corpo que faz eles desaparecerem (ou você relevá-los com mais facilidade).

A endorfina é um neuro-hormônio liberado pelo organismo após a atividade física que resulta em um bem-estar altíssimo, aumentando a disposição, melhorando o sistema imunológico e aliviando as dores.

Ultrapassamos as 2500 visualizações

Com um sucesso MUITO além do esperado, o blog da Equipe B3 Runners ultrapassou a marca de 2500 visualizações. Só no mês de outubro foram 1254!

Os locais de acesso cada vez são mais variados (e esquisitos). Exemplos reais:

Brasil
Estados Unidos
Coreia do Sul
Japão
Hungria
Índia
Polônia
Bangladesh
Suécia
África do Sul
Rússia
Holanda
França
Canadá
Portugal

O post com mais acesso foi o "Correr é coisa de louco?".

Espero que continuem gostando e acessando...

Abraços.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A polêmica de correr descalço

Fonte: Isto É - Independente


Surgem no Brasil corredores que dispensam os tênis para tentar se proteger de lesões. Mas não há consenso entre os especialistas sobre os benefícios da prática

Nos Estados Unidos, aposentar os tênis na hora de correr não é mais novidade. Naquele país, mais de 250 pessoas reuniram-se no domingo 10 para a primeira corrida sem calçados de Nova York. O evento é um entre os mais de 60 catalogados pela Sociedade Americana dos Corredores Descalços – entre provas e workshops. Por aqui, observa-se o surgimento de grupos desses corre dores e de pontos de encontro para a troca de informações na internet.

Um dos focos impulsionadores desse movimento está na Universidade de Harvard. Pesquisador do departamento de biologia da evolução humana da instituição e corredor descalço, Daniel Lieberman causou rebuliço ao publicar um artigo na revista “Nature” defendendo os benefícios da corrida sem calçado. Em seu estudo, Lieberman analisou 63 corredores e observou que aqueles que usam tênis tendem a inverter a pisada: em vez de usar o amortecimento natural do corpo, colocando primeiro a parte da frente e central do pé em contato com o chão e só depois o calcanhar, eles iniciam a pisada pela parte de trás do pé. Essa forma de pisar, segundo o americano, está associada a problemas como lesões do músculo tibial (responsável por tracionar o pé para cima). Sua conclusão é de que o corpo já teria as adaptações necessárias para absorver o impacto da corrida e, portanto, não precisaria do amortecimento dos calçados. “É absurda a ideia de que precisamos de um tênis superacolchoado para correr”, afirmou à ISTOÉ. Outra referência entre os corredores descalços é o livro “Nascidos para Correr”, do jornalista Christopher McDougall, lançado no Brasil neste ano. A obra conta como McDougall se viu livre das lesões após abandonar os tênis. Inspirado pelo exemplo do jornalista e pelas pesquisas de Lieberman, o médico Erik Neves, 40 anos, de Brasília, resolveu começar a treinar descalço. E chamou mais gente. O grupo recém-formado conta agora com cinco pessoas. “No Brasil estamos atrasados no assunto”, diz o médico, que montou um blog sobre o tema. Os praticantes contam ainda com a adesão dos usuários dos calçados minimalistas, espécie de sapatilhas para corrida, sem amortecimento. Em Curitiba, o casal Rodrigo Stulzer, 38 anos, e Maria Izabel Valdega, 37, usam. “Sinto menos dores no joelho”, diz Rodrigo.






O tema, porém, é controverso. “Não deixo meus alunos treinarem descalços e nem com sapatilhas”, diz Marcos Paulo Reis, dono de uma assessoria esportiva em São Paulo. Para Reis, tênis são fundamentais para reduzir o impacto sobre as articulações e evitar lesões. Mais moderado, Júlio Serrão, da Universidade de São Paulo, reconhece a importância do contato direto do pé com o chão. “Sem o tênis, aumenta o trabalho muscular, principalmente dos grupos musculares responsáveis pelo controle de choque, o que é positivo”, avalia. Para usufruir desses benefícios, no entanto, ele acredita não ser necessário correr descalço. “Se a pessoa andar descalça em casa, exercita esses músculos.” Por isso, ele aconselha a fazer o aquecimento e o relaxamento sem os calçados e, na hora do treino, calçar os tênis. “Criamos a ilusão de que temos uma dependência do calçado e isso não é verdade”, considera. “Mas ele é um artigo que ajuda no amortecimento, no controle da temperatura e na distribuição da pressão sobre a planta do pé.” Como se vê, a polêmica ainda tem muito fôlego.



Por Rachel Costa

Twitter Updates