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sábado, 14 de maio de 2011

Temporada 2011

Está aberta a temporada 2011 de corridas para a Equipe B3 Runners. Além das tradicionais provas do circuito XTerra, a equipe participará de outras provas interessantes.


a 1a delas é a etapa mineira do circuito Mizuno 10 miles series.


A prova acontecerá no próximo dia 19 de junho na capital mineira, mais especificamente, na lagoa da Pampulha.


O evento conta com 3 distâncias diferentes, para atrair corredores de todos os níveis. São elas:

  • 2,5 milhas (4km)
  • 5 milhas (8km)
  • 10 milhas (16km)
Os kits serão diferenciados entre homens e mulheres, sendo composto de uma camiseta, uma garrafinha e uma sacola.


mais informações em:

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Depois de quatro edições, Marílson dos Santos retorna à São Silvestre

atletismo - Marilson dos Santos - CT Clube de Atletismo BM&FBOVESPAMarílson dos Santos vai disputar a São Silvestre
deste ano

Depois de quatro edições, Marílson Gomes dos Santos está de volta à São Silvestre. Maior nome das provas de fundo do atletismo brasileiro, o maratonista confirmou sua presença na corrida, que não disputa desde 2005. Dono do terceiro melhor tempo da história do evento (43m50s, em 2003), ele já tem duas vitórias no currículo e se disse animado para seu retorno.

- Estou bem animado, desde 2005 que eu não corro. Tive oportunidade de vencer duas vezes (2003 e 2005), duas vezes segundo colocado. Conheço bem a prova. Apesar de ter ficado tanto tempo fora, sei as dificuldades. Retornei bem aos treinos depois da Maratona de Nova York, estou sem lesão, sem cansaço. Quero fazer uma boa prova.

Marílson vem de um sétimo lugar na Maratona de Nova York, no início de novembro. Depois, voltou ao Brasil e iniciou um processo de repouso e recuperação muscular, visando à São Silvestre. Livre de qualquer problema, o fundista, que voltou aos treinos normais há três semanas, aposta em uma boa participação na prova.

- Para maratona, eu tinha feito bons treinos, estava bem. Eu até acho que poderia ter alcançado uma colocação maior, mas tive uma dificuldade com o clima, o que é normal. Faltou um pouquinho mais de mim, eu acho. E depois tive um descanso ativo, degenerativo, para acelerar recuperação muscular e ver se não tinha nenhuma lesão, que é normal depois de uma maratona. Estou treinando bem, agora mais forte. Estou animado.

Até a São Silvestre, no dia 31 de dezembro, Marílson ainda deve disputar duas corridas como preparação para a prova em São Paulo. O atleta prefere dizer nomes, mas aponta os africanos, principalmente os quenianos, como principais rivais na disputa. Ele, no entanto, mostra o caminho para chegar bem à corrida.

- O diferencial é estar bem, não tem jeito. Em uma prova que gera uma certa tensão, por ser uma das principais Brasil, também preciso ter a cabeça tranquila. São os dois maiores diferenciais, a parte física e o psicológico.

Além de Marílson, outros nomes importantes do atletismo mundial já estão confirmados para a 86ª edição da prova. Entre os brasileiros, Frank Caldeira e Maria Zeferina. Entre os atletas estrangeiros, a queniana Alice Timbilili e o colombiano William Naranjo.

domingo, 28 de novembro de 2010

Brasileira vence a 10K Rio Pan-Americana com quebra de recorde


A piauiense Cruz Nonata da Silva, da BM&F Bovespa, fez a festa brasileira e conquistou hoje o título da 10K Rio - Corrida Pan-Americana, com largada e chegada em frente ao Monumento aos Expedicionários da Segunda Guerra Mundial (Monumento aos Pracinhas), no Aterro do Flamengo. Entre os homens, o domínio foi queniano com a vitória de Mark Korir. A prova teve a participação de cerca de cinco mil pessoas, que correram sob sol forte e 25 graus de temperatura.

Com o tempo de 34m13s, Cruz Nonata bateu o recorde feminino da competição, que era de Margareth Karie, do Quênia (34m14s), conquistado em 2005. Em segundo lugar ficou a queniana Bornes Jepkirui Kitur (34m57s), e em terceiro a brasileira Sueli Pereira da Silva (35m08s).

É a terceira vez em 2010 que a brasileira consegue superar as quenianas. Em junho, ela conquistou o bicampeonato da 10K Brasil, em São Paulo, e venceu Dorcas Jepchirchir Kiptarus. No domingo passado, comprovando seu ótimo momento, ganhou a 10K da Virada Esportiva, batendo Sueli Pereira da Silva e Ednah Mukhwana.

"Treinei forte nas últimas semanas e estava segura de que poderia vencer neste domingo. No terceiro para o quarto quilômetro, eu forcei o ritmo e consegui abrir uma boa vantagem em relação às quenianas. Agora vou me preparar para a São Silvestre e quero buscar novamente o pódio (ela ficou em quinto em 2009)", explicou Nonata, radicada em Ceilândia (DF), onde treina com José Alessandro da Silva. A corredora é vice-campeã brasileira de 10K em pista e ficou em quarto lugar na 10K Rio de 2009.

As outras brasileiras que completaram a prova entre as dez melhores foram Joziane da Silva Cardoso (6ª), Rosangela Raimunda Pereira (7ª), Conceição de Maria Carvalho (8ª), Edielza Alves dos Santos (9ª) e Andrea Celeste da Silva (10ª). Com o resultado, Edielza manteve a liderança do Ranking Caixa/CBAt de Corredores de Rua.

Entre os homens, a hegemonia queniana foi mantida com os três primeiros lugares do pódio. A vitória foi de Mark Korir, com o tempo de 29m18s, abaixo do recorde da prova obtido em 2005 pelo compatriota Lawrence Kiprotich (28m55s). Em segundo ficou Barnabas Kiplagat Kosgei (29m20s), e em terceiro Mathew Kiptoo Cheboi (29m34s). Os três corredores são da equipe Fila.

"Estou muito satisfeito com o resultado. Segurei um pouco até o sexto quilômetro e depois dei uma arrancada para assegurar o título. Apesar do calor e da alta umidade do ar (78%), consegui correr conforme o planejado", comemorou o africano, que tem como principais resultados este ano a vitória na 10K de Campo Mourão (PR), o terceiro lugar na 10K de Maringá (PR), segundo na 15K de Barueri (SP) e na 21K de Brasília (DF).

O melhor brasileiro foi João Pereira de Lima, o "João da Bota", do Cruzeiro, quarto colocado com 29m38s. "Cheguei a liderar nos primeiros quilômetros, mas depois fui ultrapassado pelos quenianos. Aí procurei manter o quarto lugar que foi bom, porque estou bem cansado depois de disputar quatro provas de 10K nas últimas quatro semanas", contou o mineiro de Grão Mogol e que mora em Mateus Leme, a 70 km de Belo Horizonte. João ainda vai correr a Volta da Pampulha e São Silvestre. "Vou tentar fazer o melhor em função do cansaço na Pampulha, mas quero um bom resultado na São Silvestre", acrescentou.

Outros brasileiros ficaram entre os dez melhores. Damião Ancelmo de Souza (5º), Giomar Pereira da Silva (6°), Giovani dos Santos (8º), Valdir Sérgio de Oliveira (9º) e José Marcio Leão da Silva (10º). Valdir é o campeão antecipado do ranking e Giomar está lutando para manter o segundo lugar até o fim da temporada.

Na prova dos cadeirantes, Carlos Neves de Souza terminou em primeiro (29m03s) e Jaciel Antônio Paulino em segundo (29m04seg). Entre os atletas que correram cinco quilômetros, os três primeiros colocados foram Bruno Njaime, Ronaldo Miranda e Marcos Antônio, respectivamente.

Resultados

Feminino
1- Cruz Nonata da Silva (BM&FBOVESPA) - 34m13s (novo recorde)
2- Bornes Jepkirui Kitur (Fila/Quênia) - 34m57s
3- Sueli Pereira Silva (GranCursos/Eja-Goiás) - 35m08s
4- Anastazia Msandi Ghgamaa (Fila/Quênia) - 35m38s
5- Chemtai Riolnotukei (Luasa/Quênia) - 36m04s
6- Joziane da Silva Cardoso (Cruzeiro) - 36m26s
7- Rosângela Raimunda Pereira (EC Pinheiros) - 36m28s
8- Conceição de Maria Carvalho (Find Your Self/CAIXA) - 36m29s
9- Edielza Alves dos Santos (Pindamonhangaba) - 36m31s
10- Andrea Celeste da Silva Ramos (CAIXA/Bioleve) - 37m42s

Masculino
1- Mark Korir (Fila/Quênia) - 29m18s
2- Barnabas Kiplagat Kosgei (Fila/Quênia) - 29m20s
3- Mathew Kiptoo Cheboi (Fila/Quênia) - 29m34s
4- João Ferreira de Lima, o "João da Bota" (Cruzeiro) - 29m38s
5- Damião Ancelmo da Silva (Pé de Vento/GranCursos) - 29m54s
6- Giomar Pereira da Silva (Cruzeiro) - 30m09s
7- Marco Joseph (Fila/Quênia) - 30m14s
8- Giovani dos Santos (Pé de Vento/GranCursos) - 30m16s
9- Valdir Sérgio de Oliveira (Cruzeiro) - 30m26s
10- José Márcio Leão da Silva (Cruzeiro) - 30m27s

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

IV Corrida pela Vida - Florianópolis

Nesta 5a feira partiremos rumo à Florianópolis/SC para talvez a última corrida do ano para a Equipe B3 Runners.

Trata-se da IV Corrida pela Vida que será realizada neste dia 21 de novembro na Av. Beira Mar da capital catarinense.

Mais uma vez o participante presente será eu mesmo, BrunoBBrasil, porém, com o apoio da nossa integrante Narciza Guedes.

O percurso será de 10km de asfalto apenas, ou seja, uma típica corrida de rua.

Em breve teremos vídeos e fotos de mais essa corrida...

e Vamos B3!!!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A polêmica de correr descalço

Fonte: Isto É - Independente


Surgem no Brasil corredores que dispensam os tênis para tentar se proteger de lesões. Mas não há consenso entre os especialistas sobre os benefícios da prática

Nos Estados Unidos, aposentar os tênis na hora de correr não é mais novidade. Naquele país, mais de 250 pessoas reuniram-se no domingo 10 para a primeira corrida sem calçados de Nova York. O evento é um entre os mais de 60 catalogados pela Sociedade Americana dos Corredores Descalços – entre provas e workshops. Por aqui, observa-se o surgimento de grupos desses corre dores e de pontos de encontro para a troca de informações na internet.

Um dos focos impulsionadores desse movimento está na Universidade de Harvard. Pesquisador do departamento de biologia da evolução humana da instituição e corredor descalço, Daniel Lieberman causou rebuliço ao publicar um artigo na revista “Nature” defendendo os benefícios da corrida sem calçado. Em seu estudo, Lieberman analisou 63 corredores e observou que aqueles que usam tênis tendem a inverter a pisada: em vez de usar o amortecimento natural do corpo, colocando primeiro a parte da frente e central do pé em contato com o chão e só depois o calcanhar, eles iniciam a pisada pela parte de trás do pé. Essa forma de pisar, segundo o americano, está associada a problemas como lesões do músculo tibial (responsável por tracionar o pé para cima). Sua conclusão é de que o corpo já teria as adaptações necessárias para absorver o impacto da corrida e, portanto, não precisaria do amortecimento dos calçados. “É absurda a ideia de que precisamos de um tênis superacolchoado para correr”, afirmou à ISTOÉ. Outra referência entre os corredores descalços é o livro “Nascidos para Correr”, do jornalista Christopher McDougall, lançado no Brasil neste ano. A obra conta como McDougall se viu livre das lesões após abandonar os tênis. Inspirado pelo exemplo do jornalista e pelas pesquisas de Lieberman, o médico Erik Neves, 40 anos, de Brasília, resolveu começar a treinar descalço. E chamou mais gente. O grupo recém-formado conta agora com cinco pessoas. “No Brasil estamos atrasados no assunto”, diz o médico, que montou um blog sobre o tema. Os praticantes contam ainda com a adesão dos usuários dos calçados minimalistas, espécie de sapatilhas para corrida, sem amortecimento. Em Curitiba, o casal Rodrigo Stulzer, 38 anos, e Maria Izabel Valdega, 37, usam. “Sinto menos dores no joelho”, diz Rodrigo.






O tema, porém, é controverso. “Não deixo meus alunos treinarem descalços e nem com sapatilhas”, diz Marcos Paulo Reis, dono de uma assessoria esportiva em São Paulo. Para Reis, tênis são fundamentais para reduzir o impacto sobre as articulações e evitar lesões. Mais moderado, Júlio Serrão, da Universidade de São Paulo, reconhece a importância do contato direto do pé com o chão. “Sem o tênis, aumenta o trabalho muscular, principalmente dos grupos musculares responsáveis pelo controle de choque, o que é positivo”, avalia. Para usufruir desses benefícios, no entanto, ele acredita não ser necessário correr descalço. “Se a pessoa andar descalça em casa, exercita esses músculos.” Por isso, ele aconselha a fazer o aquecimento e o relaxamento sem os calçados e, na hora do treino, calçar os tênis. “Criamos a ilusão de que temos uma dependência do calçado e isso não é verdade”, considera. “Mas ele é um artigo que ajuda no amortecimento, no controle da temperatura e na distribuição da pressão sobre a planta do pé.” Como se vê, a polêmica ainda tem muito fôlego.



Por Rachel Costa

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