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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fila Night Run: relato de Alberto Costa Cardoso


"No último sábado (25/8), fiz a corrida da Fila Night Run. Bom, foi bem diferente do que eu havia imaginado. Fiz uma boa preparação em cerca de um mês, confesso que não estava 100% devido a uma dor na posterior da coxa que me acompanha desde o Xterra Costa Verde. Mas desta vez convenci meu filho Nicolas de 9 anos a ir comigo, estava em dúvida entre um aniversário de 1 ano e me acompanhar ao evento. Bom, minha ideia era que ele visse tudo, toda a festa que cerca essa etapa, mas a empolgação dele foi aumentando de acordo com a hora que se aproximava para sairmos de casa. Não queria mais acompanhar ao evento e sim correr, foi no carro falando sem parar que ia correr, e ia passar todo mundo, que ia ganhar medalha... Diante de tanta empolgação não tive como negar que ele me acompanhasse durante a corrida e deixar meus planos para os 10km de lado e fazer apenas 5 km com ele.
Iniciamos lá no fundo do pelotão, levamos quase 7 minutos para chegar até a largada, e lá fomos nós pelas areias fofas da Barra. Entre uma corrida e uma caminhada muita diversão, esse garoto é uma figuraça e foi me divertindo e a quem passava com comentários hilários durante o percurso, coisas como querer “cortar” caminho, sentar para descansar, vamos correr para não sermos os últimos... Quem nos viu correndo certamente vai lembrar. Quando entramos no asfalto, tive uma grata surpresa, fizemos quase toda a parte do asfalto correndo sem parar e em um bom ritmo, e entre uma piada e outra voltamos para a parte final na areia. Fomos juntos até a linha de chegada com muitas gargalhadas e com uma experiência maravilhosa nos cinquenta minutos em que passamos juntos na prova.

No fim o cabelo suado e as bochechas rosadas foi a maior medalha que eu poderia ter recebido. Agora arrumei um problema, no fim da corrida ele queria saber quando iremos para a próxima.Te amo garoto....

Ainda andamos mais uns 5km, isso porque eu não lembrava onde havia deixado o carro e saímos procurando. Bora correr, né...

Alberto Costa Cardoso

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mizuno 10 Miles - Relato de BrunoBBrasil

No último dia 13 aconteceu a Mizuno 10 Miles no Aterro do Flamengo. Eu e mais um “bando” de amigos saimos às 5:30 da manhã em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, para irmos juntos para mais este desafio.
Chegamos ao aterro com tranquilidade para a largada que estava marcada para às 7:00.
Apesar de treinar distâncias maiores, me inscrevi nas 5 milhas, pois minha idéia inicial era fazer tanto a prova da Mizuno quanto a etapa Praça Tirandentes do Circuito Rio Antigo, mas como o local da largada da Mizuno foi alterado, ficou impossível terminar uma e chegar a tempo de começar a outra, já que a distância ficou muito longa.
Fiz a largada sem problemas e parti para as 5 milhas (8 km) com a meta de completar em 40 minutos. Confesso que a marcação em milhas me confundiu um pouco no início para controlar meu ritmo, mas logo me acostumei.
Logo após a largada, já encontrei o retorno para aqueles que fariam as provas de 2,5 e 5 milhas. Retorno largo, sem tumulto, mostrando que a organização da prova pensou bem nos atletas.
Retorno feito sentido Botafogo continuei minha prova e logo encontrei um posto de água... ÁGUA GELADA!!! O que é raro nas provas aqui do Rio de Janeiro. Um pouco às frente um posto com esponjas molhadas além dos pórticos que vaporizavam água nos corredores...
Último retorno e voltei sentido aeroporto sabendo que estava um pouquinho atrasado em relação ao tempo que eu havia previsto.
Apesar do clima estar agradável para correr, concluí as 5 milhas em 41:21.
Como impressão final, fica meu elogio à organização da prova... Prova tranquila, bem organizada, com resultado chegando pelo celular logo após a prova, vídeo de chegada e fotos gratúitas no próprio site do evento.
Muito bom!!!


terça-feira, 24 de abril de 2012

Equipe B3 no Jornal O Globo - mais uma vez!!!

Filha Night Run: relato de Alberto Cardoso

"No úlimo sábado (21), eu participei do Fila Night Run Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca. Como vinha fazendo corridas de 10 km, como o Circuito Rio Antigo e o das Estações Adidas, parti para encarar os 10 km. A largada na areia, em ritmo de festa e clima de boate, foi uma pedreira, muita gente e muita areia. Como não tinha noção da distância entre a largada e quando iríamos para o asfalto, resolvi seguir pela areia fofa mesmo. Foi uma péssima idéia. A falta de firmeza no apoio do pé no chão gerou um desconforto incrível na musculatura da coxa que começou a doer e queimar, somando ainda as 'viradas' do tornozelo que me deu uma leve torção que levei até o fim da corrida.
Passado o primeiro sufoco, finalmente cheguei ao asfalto, tão desorientado que nem vi em quanto tempo fiz o início na areia. No asfalto pensei em recuperar o fôlego com um ritmo mais lento, mas foi impossível. As pernas pareciam que tinham vontade própria e, mesmo tentando diminuir, o ritmo só aumentava. Quando vi a placa indicando a curva para voltar para a areia, passei por um período de mistura de emoções: um desânimo pelo que viria e um ânimo imenso pelo desafio. Dessa vez optei por seguir junto a água. A areia dura praticamente me proporcionou um ritmo bem parecido com o do asfalto, e as ondas propiciaram alguns sprints para fugir da água e não molhar o tênis. Chegando a parte final da corrida, mais areia fofa para desespero de todos e alegria imensa por ver a linha de chegada se aproximar. Mais um desafio vencido. No fim, não achei tão ruim o meu tempo: 1h04min.
Dessa vez, levei meu primo Rodrigo, parceiro no Tênis, e agora nas corridas. Foi a primeira corrida dele e pelo jeito a primeira de muitas. Gostaria de parabenizar a organização do evento. Achei tudo muito bem planejado e organizado. Que venha a próxima..."
Alberto Cardoso

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Rio Antigo: relato de Cláudio Vieira

retirado da coluna Pulso do jornal O Globo


"Arquiteto e Urbanista que sou, não poderia ficar fora desse circuito histórico da nossa cidade. Ás 7h30 da manhã já estávamos lá, na Praça Cardeal Camara, eu e a Equipe B3 Runners, do bairro de Campo Grande, de onde saímos às 6h, em ponto. Animado, fiz diversas fotos onde, pela primeira vez realmente pude contemplar a força histórica deste acervo arquitetônico, ainda em perfeitas condições. O Arqueduto da Carioca (Arcos da Lapa) data do século XVIII, trazia água do Rio Carioca nas Paineiras para uma série de chafarizes espalhados pela cidade.

Extremamente organizado, o evento realizado em um belo domingo de verão carioca, onde os termômetros acenavam temperaturas em torno de 38 graus, os atletas se reuniram exatamente nos Arcos, onde foi dada a largada às 8h. Antes, um minuto de silêncio em homenagem àqueles que se foram no desastre dos desabamentos no Rio. 

Partimos pela rua Evaristo da Veiga, onde alguns prédios públicos anunciavam suas fachadas, propiciando aos meus olhos sensações emotivas do que ainda estaria por vir. Procurei manter a concentração na prova, onde as pessoas ainda se aglomeravam, pois todos os atletas das duas provas, de 5km e 10km ainda corriam juntos.  Na altura do Teatro Municipal, eu pude contemplar toda sua beleza e riqueza. Logo a frente, a bela Biblioteca Nacional.
Seguimos pela rua Araújo Porto Alegre, de arquitetura mais moderna, porém tão bela quanto aos fatos históricos aqui já narrados: o Ministério da Fazenda, de 1943. Já na Presidente Antonio Carlos: o Tribunal Regional do Trabalho, inaugurado em 1939. Todos os prédios em estilo Art-Decó Brasileiro. Essa arquitetura demonstrava a riqueza do Estado Novo. 

A prova seguiu pela Presidente Vargas, sentido Perimetral. O calor estava forte. Na descida da bela Igreja de São José, ao lado do Palácio Tiradentes e o Paço Imperial, obras do século XVIII. Assim seguimos pela 1º de Março, local que se destaca a arquitetura do antigo Convento do Carmo. Logo em frente nos separaríamos do grupo dos 5km, em direção á Perimetral.

Após virarmos no Centro Cultural Banco do Brasil, um belo edifício em linhas Neoclássicas, de 1906. O companheiro de pista BrunoBBrasil subiu forte a Perimetral, onde senti uma certa dificuldade por estar tirando fotos e, consequentemente, me distraíndo em pontos estratégicos da prova.  Visualizo ao lado da subida o primeiro registro do estilo Neoclássico no Brasil, a simpática arquitetura da Casa França-Brasil de 1819 foi transformada em Espaço-Cultural. De cima da Perimetral, avistei o belo conjunto arquitetônico, composto por prédios públicos de períodos variados. 

Nos últimos quilômetros, entrei pela rua da Constituição e seguimos até a Praça Tiradentes. Nesse momento, o foco foi todo para a corrida, pois faltava pouco para alcançar um bom tempo nos 10 km. A subida da Av. República do Paraguai desgasta os últimos esforços dos atletas, onde acelero rumo aos últimos metros da prova. Já nos Arcos, me sento presenteado com tamanho acervo e história arquitetônica"!
Cláudio Vieira é arquiteto e urbanista

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Desafio da Paz Rocinha: Eu também subi! (por Claudio Brucutu)

Rocinha: Eu também subi!


Ultra Amigos no Desafio da Paz
       Domingo, 29 de janeiro de 2012. Missão: subir a Rocinha, no amor!Claudio Brucutu, Gleice Medeiros e Claudio Vieira, do grupo Ultra Amigos lá estiveram presentes, para representar a todos os amigos que não puderam estar presentes nesse grande evento social, a corrida pela pacificação da maior comunidade da América Latina!
Os 3 Patetas!
     Em uma prova de 5km, onde o percurso constava de 3km de ladeira acima e 2km de ladeira abaixo, compareci cedo, as 07:00h depois de buscar Gleice e Claudio ás 05:00am. Na noite anterior participei do aniversário do amigo Alex, da Academia Body Fitness. Como eu não deixaria de ir, comecei o aniversário no "sapatinho"... o problema foi quando assumi a churrasqueira..rs..
Brucutu e Claudio Vieira
     O sábado estava chuvoso e frio. Organizei as peças de carne e iniciei o churrasco para o amigo. Como a carne estava muito saborosa, não resisti e tomei um choppinho... mas, depois do primeiro, vem o segundo... terceiro... nessa brincadeira, cheguei em casa ás 03:00 da manhã! Duvidaram da minha ida até a corrida, então resolvi nem dormir, para não perder a hora.
Corredor descalço
     Minha responsabilidade era grande... não pela corrida, mas por ter que levar a amiga Gleice, que provavelmente seria uma das poucas fotógrafas do evento. Nesse domingo houve dois eventos na Cidade: a Corrida do Sol e a Rocinha. Assim como combinado, encontrei a Gleice já me telefonando, ás 05:15am.
Diversão dos moradores
     Partimos ao encontro do amigo Claudio, que ás 05:40am já aguardava em pé no frio... equipe completa, fui bem devagar, batendo papo com a turma e distraindo... afinal, alcool e direção não combinam. Por volta de 06:20am chegávamos á Barra. Ás 07:00am chegamos ao local do evento, debaixo de um tempo feio...
Alegria na largada
     Depois de encontrarmos o nosso apoio "vip" , o quiosque do Grupo Santander, organizado pela empresa R18 Comunicações pegamos os nossos kits e nos preparamos para a prova. Gleice iria fotografar, porém... a chuva veio forte! Esperamos um pouco e percebemos que o tempo não melhoraria. Assim Gleice resolveu correr. Afinal, com aquela chuvinha só uma corridinha para aquecer! Eu procurei logo um banheiro, afinal a ressaca dava sinais vitais..rs..
 Marilson e Frank
     Começamos a prova embaixo d'agua. Inicio lento, descontraído, eu , Gleice e Claudio seguiamos o trajeto "comportados". Ao iniciarmos a subida, pedi licança aos amigos e resolvi correr um pouco. Afinal, queria tirar a limpo a festa da noite anterior! Subi forte, ultrapassando diversos corredores. No caminho, a equipe do Sportv me "flagrou" rindo á toa...(acho que era o goró"...)..rs..continuei a subida, desviando do povo e da água que descia forte pelas ladeiras. Diversas autoridades e atletas, além de artistas participavam do evento.
 Doação Santander ao Instituto Dois Irmãos
As subidas eram bem íngrimes, o que nos forçavam a transpor as dificuldades com muito esforço. Perto do fim das subidas, o amigo Claudio passa por mim, perguntando se estava tudo bem. Procurei não perdê-lo de vista... afinal, não estava muito legal para saber qual o melhor ritmo para correr. Assim, segui o amigo á distância, para que na hora da descida pudesse acompanhá-lo.
Marilson
Assim, quando iniciamos a descida, procurei me aproveitar do meu "peso extra" e deixar o corpo descer... desci forte, alcançando o amigo Claudio em uma das ladeiras. A partir de então passamos a correr juntos, gritando que "estávamos sem freio"! Afinal, 90kg na descida não dá para frear nem com ABS!..rs..
Frank Caldeira
Entramos nas curvas finais fortes, ultrapassando muitos atletas a nossa frente. Na reta final, ou melhor, ladeira final entramos em um "curral" estreito, vendo diversos corredores mais lentos á frente. Gritávamos bastante, para que essas pessoas ou acelerassem ou saíssem da frente..rs..
Assim chegamos bem, eu e o Claudio a esperar a amiga Gleice, que chegou um pouco após a nossa chegada.
Festa
     Depois de refeitos dos esforços, participamos da linda festa organizada pela equipe da FM O Dia, onde a música e a alegria rolou solta, só que dessa vez sem o efeito do álcool..rs.. apenas alimentada pela cortesia, harmonia e felicidade de corredores e moradores... cidadãos da Comunidade, da Cidade Maravilhosa e do País!
     Nesse domingo o que se viu na Rocinha foi o verdadeiro exercício da Cidadania por todos nós, Brasileiros! Parabéns  á Paz!

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