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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Depois de quatro edições, Marílson dos Santos retorna à São Silvestre

atletismo - Marilson dos Santos - CT Clube de Atletismo BM&FBOVESPAMarílson dos Santos vai disputar a São Silvestre
deste ano

Depois de quatro edições, Marílson Gomes dos Santos está de volta à São Silvestre. Maior nome das provas de fundo do atletismo brasileiro, o maratonista confirmou sua presença na corrida, que não disputa desde 2005. Dono do terceiro melhor tempo da história do evento (43m50s, em 2003), ele já tem duas vitórias no currículo e se disse animado para seu retorno.

- Estou bem animado, desde 2005 que eu não corro. Tive oportunidade de vencer duas vezes (2003 e 2005), duas vezes segundo colocado. Conheço bem a prova. Apesar de ter ficado tanto tempo fora, sei as dificuldades. Retornei bem aos treinos depois da Maratona de Nova York, estou sem lesão, sem cansaço. Quero fazer uma boa prova.

Marílson vem de um sétimo lugar na Maratona de Nova York, no início de novembro. Depois, voltou ao Brasil e iniciou um processo de repouso e recuperação muscular, visando à São Silvestre. Livre de qualquer problema, o fundista, que voltou aos treinos normais há três semanas, aposta em uma boa participação na prova.

- Para maratona, eu tinha feito bons treinos, estava bem. Eu até acho que poderia ter alcançado uma colocação maior, mas tive uma dificuldade com o clima, o que é normal. Faltou um pouquinho mais de mim, eu acho. E depois tive um descanso ativo, degenerativo, para acelerar recuperação muscular e ver se não tinha nenhuma lesão, que é normal depois de uma maratona. Estou treinando bem, agora mais forte. Estou animado.

Até a São Silvestre, no dia 31 de dezembro, Marílson ainda deve disputar duas corridas como preparação para a prova em São Paulo. O atleta prefere dizer nomes, mas aponta os africanos, principalmente os quenianos, como principais rivais na disputa. Ele, no entanto, mostra o caminho para chegar bem à corrida.

- O diferencial é estar bem, não tem jeito. Em uma prova que gera uma certa tensão, por ser uma das principais Brasil, também preciso ter a cabeça tranquila. São os dois maiores diferenciais, a parte física e o psicológico.

Além de Marílson, outros nomes importantes do atletismo mundial já estão confirmados para a 86ª edição da prova. Entre os brasileiros, Frank Caldeira e Maria Zeferina. Entre os atletas estrangeiros, a queniana Alice Timbilili e o colombiano William Naranjo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Queira sempre mais

Aumente o volume e a carga de treinamento de forma gradual, de preferência em 10% por semana. Ao mesmo tempo, mude os hábitos alimentares para trazê-los à realidade da corrida, com a ingestão de carboidratos antes do treino, por exemplo. Além da perda de peso, as vantagens serão refletidas no desempenho com melhoras no ritmo, gesto da passada e maior condicionamento para alcançar a performance desejada nas competições.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Dobradinha queniana na Volta da Pampulha



Barnabas Kiplagat e Bornes Jepkirui, do Quênia, venceram a 12ª edição da Volta da Pampulha, na manhã deste domingo, em Belo Horizonte, MG. Agora são três anos seguidos com vitórias africanas tanto no masculino quanto no feminino. Edielza Alves Guimarães e Damião Ancelmo de Souza levaram o Brasil à segunda e terceira posições, respectivamente. A prova teve 12.500 inscritos, que fizeram a festa nos 17,8 quilômetros do belo percurso, no contorno da Lagoa da Pampullha.

A Elite Masculina largou com 49 atletas, sendo 44 brasileiros dispostos a retomar o título. João Ferreira de Lima, o João da Bota, atleta do Cruzeiro, começou com forte ritmo, mas não conseguiu manter a ponta por muito tempo. O pelotão principal seguiu compacto, com algumas tentativas de fuga. Giovani dos Santos tentou escapar com 6,5 quilômetros, mas Barnabas e Mark Korir, também do Quênia logo se juntaram ao atleta da equipe Pé de Vento, de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro.

Um companheiro de equipe de Giovani, Damião Ancelmo de Souza, assumiu a ponta a 800 metros da chegada. Nesta hora prevaleceu o maior preparo dos quenianos da equipe Fila. Num sprint final muito forte, Barnabas e Mark passaram Damião e ficaram com as duas primeiras posições.

"A corrida foi cansativa, mas estou me sentindo bem. Estamos acostumados com temperaturas altas e nos adaptamos bem. Estou muito feliz com este resultado", afirmou Barnabas, que completou a prova em 54min08seg, seguido por Mark Korir, campeão da 10K Rio - Corrida Pan Americana, no último domingo, no Rio de Janeiro.

Melhor brasileiro da prova, Damião, da equipe Pé de Vento, festejou sua atuação. "Fiz o meu máximo, mas fui surpreendido pelo sprint dos quenianos. Esperava um resultado melhor, mas estou satisfeito", disse o corredor, que teve a melhor temporada de sua carreira, com 11 vitórias e seis pódios nas 17 provas que disputou. "Foi meu melhor ano e quero fechá-lo com um pódio na São Silvestre", continuou o alagoano de Paulo Jacinto.

Damião trabalhava na roça em sua cidade natal e só começou a correr com 23 anos. "Comecei tarde porque morava na zona rural e trabalha na roça, arrancando toco", conta. Sete temporadas depois, pretende disputar os Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara, no México. "Vou tentar me classificar para as provas de 5 ou 10k ou até mesmo na maratona. O maior sonho da minha vida é dar alegria ao povo brasileiro e ser reconhecido pelo meu trabalho", concluiu.

Bornes vence entre as mulheres e Edielza comemora segundo lugar - Um total de 22 mulheres largou, com temperatura de 25 graus, às 8h55. Bornes permaneceu no pelotão dianteiro desde o início e, a partir do km 9, escapou ao lado da compatriota Maurine Jelagat, com Edielza na terceira posição.

A queniana controlou a vantagem até o final e venceu com 1h05min12seg, 47 segundos à frente de Edielza. Maurine, Tatiele Roberta de Carvalho e Conceição de Maria Carvalho completaram o pódio. "Esta é minha primeira temporada no Brasil e estou muito contente com o resultado. Apesar do tempo quente e abafado, consegui uma boa vitória", contou a queniana da equipe Fila, vice-campeã da 10K Rio, atrás da brasileira Cruz Nonata.

Edielza, corredora da Sejelp/Pinda, comemorou seu desempenho. "Foi uma prova muito cansativa e só com bom ritmo consegui chegar nesta posição" falou a campeã do ranking nacional Caixa/CBAt de corredores de rua, título conquistado três provas antes do final.

"Mantive a minha regularidade e este resultado foi para coroar a temporada, uma das melhores da minha carreira", enfatizou a atleta de 30 anos, de Lençóis (BA), e que mora e treina em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, em São Paulo.

A atleta disputou 25 provas, pontuou em 16 e agora quer buscar o pódio na Corrida de São Silvestre, que será realizada no dia 31 de dezembro, em São Paulo (SP). "Quero fechar o ano com chave de ouro", completou.

Resultados

Masculino
1- Barnabas Kiplagat Kosgei (Fila/Quênia) - 54min08seg
2- Mark Korir (Fila/Quênia) - 54min10seg
3- Damião Ancelmo de Souza (Pé de Vento/Grancursos) - 54min14seg
4- Giovani dos Santos (Pé de Vento/Grancursos) - 54min15seg
5- Paulo Roberto Almeida Paula (Coopatos) - 54min16seg
6- Mathew Kiptoo Cheboi (Fila/Quênia) - 54min17seg
7- Franck Caldeira (Cruzeiro) - 54min20seg
8- João Ferreira Lima, o "João da Bota" (Cruzeiro) - 54min42s
9- Endale Mekonnen Tekileab (Fila/Etiópia) - 54min44s
10- Marco Joseph (Fila/Tanzânia) - 55min07seg

Feminino
1- Bornes Jepkirui Kitur (Fila/Quênia) - 1h05min12seg
2- Edielza Alves Guimarães (Sejelp/Pindamonhangaba) - 1h05min59s
3- Maurine Jelagat Kipchumba (Luasa/Quênia) - 1h06min19seg
4- Tatiele Roberta de Carvalho (Sicredi) - 1h06min35seg
5- Conceição de Maria Carvalho (FindYourSelf/CAIXA) - 1h06min45seg
6- Joziane da Silva Cardoso (Cruzeiro) - 1h07min35seg
7- Maria Zeferina Baldaia (CAIXA/Mizuno) - 1h08min30seg
8- Antonio Bernadete Lins da Silva (Centiser/CAIXA) - 1h10min02seg
9- Adriana Rosa Pereira (Cruzeiro) - 1h10min35seg
10- Elizabeth Esteves de Souza (FindYourSelf/CAIXA) - 1h10min46seg

Cadeirantes

Masculino
1- Carlos Neves de Souza (ADD/Fila) - 50min03seg
2- Jaciel Antonio Paulino (ADD/Fila) - 50min04seg
3- Evandro Batista de Souza (ADD/Fila) - 1h10min33seg

Feminino
1- Angelina Nascimento da Silva (ADD) - 1h376min27seg

domingo, 5 de dezembro de 2010

Equipe B3 Runners - Raio X

Quem me conhece sabe que levo vida de esportista desde os 7 anos de idade, fui lutador de Tae-Kwon-Do por vários anos, depois fui jogar Handebol já que com os pés sou uma negação e por fim fui fazer uma faculdade de Educação Física.
Hoje confesso que não chego nem perto de levar uma vida de atleta, pelo contrário, sou bem boêmio, e tenho hábitos bem distintos de um atleta, então, se eu não sou um atleta, por que as corridas me fascinam tanto? Será que ultrapassar a linha de chegada é tão prazeroso assim?
Conheci as corridas de rua em 2004. Minha 1a prova foi a Corrida de São Sebastião, prova de 10km que acontece todo dia 20 de janeiro, feriado no Rio de Janeiro já que é dia do padroeiro da cidade. Na verdade nunca pensei em correr, um amigo da faculdade que se inscreveu e disse que gostaria que os amigos o acompanhassem. Corri, lembro que fiz pouco menos de 1 hora de prova, mas cheguei bem e gostei. 4 meses depois já encarei minha 1a meia-maratona... 21km em menos de 2 horas, bom tempo pra quem corria a tão pouco tempo e nunca treinava (não treino até hoje), no entanto, por falta de amigos que se interessassem pela mesma coisa, me afastei das corridas... não fiz nenhuma outra prova em 2004, apenas 1 em 2005 (novamente a corrida de são sebastião) e em 2006 surgiu a idéia da Equipe B3 Runners.
Diferente de assessorias esportivas, a Equipe B3 surgiu não com objetivo de formar um "grupo de corrida", mas sim, um "grupo de amigos que gostam de corridas", grupo este que se formou inicialmente numa academia onde treinávamos separadamente e começamos a nos juntar apenas para as corridas.
Treinos coletivos, apenas nos fins de semana, e mesmo assim não eram freqüentes, no entanto, sempre estávamos juntos nas corridas e no pós-corridas, reunidos num restaurante, num bar ou na praia.
Algumas provas aqui e ali e em 2008 conhecemos o circuito XTerra. Pra nós aquilo era tudo que faltava porque era bem o "espírito" da equipe. Pra quem não conhece, o XTerra é um circuito de aproximadamente 12 etapas espalhadas por locais incríveis pelo Brasil (Ilhabela/SP, Florianópolis/SC, Angra dos Reis/RJ, Ouro Preto/MG, etc). Além disso, toda etapa é composta por várias modalidades de competição cross-country, inclusive com provas noturnas, realizadas geralmente em 2 ou 3 dias de evento e que sempre terminam com uma grande festa ou show. Tudo que nós queríamos.
Com o XTerra o grupo foi se organizando, crescendo, porém sem perder o espírito inicial. Somos amigos que correm juntos. Não temos uma ficha cadastral, não cobramos nada, não sabemos NEM QUANTOS SOMOS. "Quer ser um B3? Seja bem vindo. Toma aqui uma camisa". Já fizemos corridas com mais de 20 amigos juntos, mas também já corri sozinho várias vezes, mas sempre representando a B3 Runners.
Corridas pra nós é uma forma de fazer e juntar amigos, não é um business, embora um patrocínio é sempre bem vindo.
Talvez este seja o motivo de que "quem é B3, sempre vai ser B3". Costumamos dizer que não somos um grupo, somos um bando. Bando que viaja junto, se diverte junto, mas que tem nome de equipe.... EQUIPE B3 RUNNERS!!!

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Muita informação e diversão...

Vamos atrás dos 4000 acessos!!!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quenianos vão em busca do tri da Volta da Pampulha


Um trio de peso do Quênia entrará como favorito para a vitória da Volta Internacional da Pampulha, que será realizada em Belo Horizonte, no próximo domingo.

Mark Korir, Barnabas Kiplagat e Mathew Kiptoo, que dominaram as primeiras posições a Corrida Pan-Americana do Rio, no último fim de semana, buscarão o tricampeonato consecutivo inédito da prova para o país.

- Fiz um ótimo resultado no Rio de Janeiro, apesar do calor, e a Volta da Pampulha será mais um passo visando a Corrida de São Silvestre - disse Mark Korir, primeiro colocado na prova carioca com 29min18s.

Em 11 edições da Volta da Pampulha disputadas até hoje, os quenianos levam vantagem sobre os brasileiros. Foram seis vitórias africanas, contra cinco do Brasil.

O último brasileiro a vencer a prova foi Franck Caldeira, dono de três títulos, que conquistou o bi nas edições de 2006 e 2007 e o recordista é o queniano Lawrence Kiprotich, dono da marca de 52min23s

Veja todos os campeões da Volta da Pampulha:

2009 - Nicholas Koech (Quênia)
2008 - Nicholas Koech (Quênia)
2007 - Franck Caldeira (Brasil)
2006 - Franck Caldeira (Brasil)
2005 - Lawrence Kiprotich (Quênia)
2004 - Lawrence Kiprotich (Quênia)
2003 - Franck Caldeira (Brasil)
2002 - Vanderlei Cordeiro (Brasil)
2001 - David Cheruyiot (Quênia)
2000 - David Cheruiyot (Quênia)
1999 - Vanderlei Cordeiro (Brasil)

Corrida de São Sebastião 2011 - Rio de Janeiro


Galera, vamos formar um bom grupo pra 1ª corrida do ano?


Equipe B3 Runners

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