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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

5 DICAS PARA RESPIRAR MELHOR DURANTE A CORRIDA

Pela boca ou pelo nariz? De forma longa ou curta? Treinador responde estas e outras dúvidas comuns sobre este assunto

Por: Olavo Guerra - São Paulo - 07/10/2015

corredor-respiracao
Foto: Thinkstock
Se você quer ter um desempenho melhor na corrida, a respiração adequada é fundamental. De acordo com César Augusto de Oliveira, treinador da MPR Assessoria Esportiva, aprimorar a maneira como você inspira e expira o ar pode permitir que você vá mais longe ou mais rápido, de acordo com o seu objetivo. “Isso acontece, pois a respiração está diretamente ligada ao rendimento esportivo”, explica.
É por meio desta ação involuntária, que todas as pessoas fazem, que se terá o aporte necessário de oxigênio para a realização da atividade física. “Ter a capacidade de suprir esta demanda faz com que você tenha um melhor desempenho na corrida”, comenta o especialista.

Segundo o treinador, é importante manter um ciclo constante de inspiração e expiração em tempos parecidos. “Conforme o esforço fica mais intenso, o controle respiratório fica mais difícil”, lembra Oliveira. Ou seja, acertar esta ação pode levar um tempo.

Ele separou cinco dicas que vão ajudar você a respirar melhor ao longo da sua corrida:


1. Respire pela boca
Você já deve ter escutado o contrário disto, porém, pela boca, é possível inspirar mais oxigênio – dando o aporte necessário para que a atividade física seja melhor executada – e expirar uma quantidade maior de dióxido de carbono.



2. Constante e confortável
Tente correr em um ritmo que você consiga respirar facilmente. Utilize o teste da conversa para descobrir se as passadas estão apropriadas. Você deve formar sentenças completas, sem sentir falta de ar. Além disso, procure manter seus passos sincronizados com a forma com que você respira.



3. Fortaleça
Realizar o trabalho de força dos músculos que auxiliam o movimento respiratório – abdômen, diafragma, intercostais (entre as costelas) e paravertebrais (costas) – é outra atitude que melhora a capacidade de respirar.



4. Respire com a barriga
Quando estamos correndo, não devemos respirar com o tórax, mas sim com a região abdominal. Para ingerir uma quantidade maior de oxigênio, é preciso aprender esta técnica. Para se acostumar, faça um teste deitado: inspire o ar de forma que sua barriga inche e expire até que ela se esvazie. Treine desta forma e tente aplicar à corrida.



5. Curta e superficial
Durante a corrida, não é possível manter uma respiração longa e profunda por muito tempo. Por isso, inspirar e expirar o ar de forma rápida e superficial é normal. Utilize o recurso de alongar a respiração em uma subida ou outro momento em que está sendo mais exigido.



DICA EXTRA: se você tem algum tipo de problema respiratório, como asma ou bronquite, cuidado com os treinos nos dias frios e secos. Converse com o seu médico para saber a melhor forma de proceder nestes casos.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

GANHE FORÇA NA CORRIDA

As passadas exigem uma estrutura muscular fortalecida para estabilizar todas as articulações envolvidas no gesto motor

Por: Gledson Silva - São Paulo - 20/08/2014

agachamento
Foto: Thinkstock.


“O joelho é uma unidade articular de transferência de força. O fortalecimento da musculatura da coxa funciona como um estabilizador dinâmico dessa articulação. Logo, quanto mais forte for a musculatura anterior e posterior da coxa, maior a estabilidade dos joelhos”. O exemplo é do médico do esporte e do exercício Gustavo Magliocca, e ilustra a importância de trabalhar o corpo como um todo para ter mais potência na corrida e menor risco de contusões.
O fortalecimento também faz com que os músculos respondam de forma mais eficiente, melhorando o desempenho com uma economia de movimento. Em provas de subidas, por exemplo, o corredor com a musculatura em dia encontrará maior facilidade.
Para se aproveitar desse benefício mecânico e preventivo, não basta qualquer forma de fortalecimento muscular. Ele deve ser passível de transferência mecânica. Ou seja, é preciso trabalhar toda a cadeia motora envolvida na corrida – tronco, quadril, coxas e pernas. De preferência de forma funcional. Para isso, invista nos exercícios propostos pelo treinador Flávio Doce, especialista em biomecânica.

1---
Ilustração: Mauro Nakata.


















Agachamento
Objetivo: Fortalecimento de quadríceps e glúteos
Benefícios: Otimização da passada
Orientação: Em pé, afaste as pernas na largura doquadril. Flexione os joelhos até formar um ângulo de 90º e leve o quadril para trás. Mantenha o tronco o mais reto possível e não leve os joelhos à frente.
Faça 3 séries de 15 repetições, com intervalo de recuperação de 2 minutos

2---
Ilustração: Mauro Nakata.


















Flexão plantar
Objetivo: Fortalecimento de gastrocnêmio e sóleo
Benefícios: Redução do impacto da passada nos joelhos
Orientação: Em pé, com toda a planta do pé (terçoanterior do pé) apoiada em um degrau de escada, desça ao máximo o calcanhar e volte a subir o mais alto possível, sem transferir o apoio do terço anteriordo pé para as pontas dos dedos.
Faça 3 séries de 15 repetições, com intervalo de recuperação de 2 minutos

3---
Ilustração: Mauro Nakata.


















Dorsiflexão
Objetivo: Otimizar a tibial anterior
Benefícios: Previne a lesão clássica de corredores, conhecida como “canelite”
Orientação: Sente-se sobre um banco longo e apoie toda a perna a ser trabalhada sobre ele, de maneira alongada e com o joelho voltado para cima. Deixe apenas o calcanhar para fora.

Coloque uma caneleira ao redor da ponta do pé e faça o movimento de flexão e extensão do tornozelo por 3 séries de 15 repetições, com intervalo de recuperação de 2 minutos

sábado, 3 de outubro de 2015

FORTALECER AS COSTAS MELHORA O DESEMPENHO NOS TREINOS

A prática correta de exercícios pode ajudar a dar fim às dores e outros problemas nesta região

Por: Caroline Sassatelli - São Paulo - 22/06/2015

dor-nas-costas
Fonte: Thinkstock

A saúde das costas – parte importantíssima de toda a nossa estrutura corporal – é essencial para que tenhamos um bom desempenho nos esportes e nos treinos da academia. De acordo com o professor da Fórmula Academia de São Caetano do Sul, Arthur Plácido, no dia a dia, é comum que as pessoas forcem mais a área do peitoral, abdômen, bíceps e a zona anterior dos ombros, ou seja, as partes anteriores ao tronco, em relação às outras regiões corporais.

“Esse esforço culmina em uma postura ruim, pois gera desequilíbrio de força entre as partes anterior e posterior, o que pode resultar em alguns problemas que, com o tempo e falta do tratamento adequado, desencadeiam em dores lombares”, explica o professor, que complementa: “Os exercícios físicos corretos fortalecerão a parte dorsal do corpo, sendo importantes pra tentar manter o equilíbrio entre a parte posterior e anterior”.
Ainda, segundo Plácido, os melhores exercícios que ajudam no fortalecimento das costas são os conhecidos como “remada aberta”, “remada fechada” e “crucifixo invertido”, que trabalham e fortalecem os músculos que mais geram o desequilíbrio corporal: os romboides (menor e maior, localizados no trapézio) e o deltoide posterior (aquele mais superficial dos intrínsecos do ombro). Porém, é importante estar sempre acompanhado de um profissional capacitado que repasse as orientações quanto o treinamento ideal para cada pessoa, sendo que, se ela já tiver dor nas costas, por exemplo, deve ficar bastante atento à postura na hora da prática dos exercícios.
Para quem estiver iniciando os treinos e já sofrer com algum tipo de problema na região das costas, é ideal que se exercite por, pelo menos, três vezes na semana, dando maior ênfase às atividades que fortificam a parte dorsal do tronco. “Para os alunos mais avançados, essa frequência dependerá do número de vezes que ele costuma treinar na semana, porém, é bacana que tenha, pelo menos, dois estímulos semanais, visando um aumento de força ganho no volume corporal”, orienta o profissional.
O treinador também dá uma boa dica para aprimorar o fortalecimento nessas atividades, que é o uso de cinto durante a execução do movimento, o que aumenta a pressão intra-abdominal e faz com que a coluna vertebral fique mais estabilizada na execução do movimento, podendo melhorar a postura do indivíduo.
Porém, é preciso ficar atento: se você já tem problemas com dores e lesões nas costas, deve consultar o seu médico de confiança antes de partir para os treinos. Assim, ele poderá orientá-lo quanto aos exames necessários para verificação da questão – os quais devem, inclusive, ser entregues ao preparador físico para a elaboração do treinamento ideal ao seu caso.
Plácido também aconselha aos seus alunos que evitem sobrecargas que possam gerar ou agravar traumatismos na área das costas, prezando pelo equilíbrio entre o volume de séries de exercícios para a parte posterior em relação à anterior do corpo. “Eu, particularmente, gosto de dar uma ênfase maior na parte posterior do corpo mesmo para pessoas que nunca tiveram lesões nessa região para já evitar um futuro problema”, completa.
Confira cinco exercícios e dois alongamentos que podem ajudar neste processo de fortalecimento das costas:
Remada-Sentada-Fechada
Remada Sentada Fechada
Foto: Divulgação
Remada-Cavalinho
Remada Cavalinho
Foto: Divulgação
Remada-Curvada-Aberta
Remada Curvada Aberta
Foto: Divulgação
Deltóide-Posterior
Deltóide Posterior
Foto: Divulgação
Deltóide-Posterior-Máquina
Deltóide Posterior na Máquina
Foto: Divulgação
Alongamentos-–Lombar
Alongamento da lombar
Foto: Divulgação
Alongamento---Parte-Posterior-de-Ombro
Alongamento da parte posterior do ombro
Foto: Divulgação










sábado, 29 de agosto de 2015

AGACHAMENTO: O EXERCÍCIO FUNDAMENTAL PARA O CORREDOR

Prefessor indica exercícios que podem fazer toda a diferença na hora de correr


Por: Fernando Rocha - São Paulo - 28/08/2015
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Foto: Thinkstock
Dos milhares de corredores, com certeza, nenhum deles gostaria de ter uma indesejável lesão. Para evitar este problema, é muito importante realizar um trabalho muscular específico para as pernas. O atleta precisa saber que o desempenho pode, além de prevenir possíveis contusões, evoluir muito com o fortalecimento adequado e evitar que a postura seja prejudicada. 
O agachamento é um dos métodos mais utilizados.



De acordo com treinador da Lobo Assessoria Esportiva, Vinícius Nunes, este exercício é muito importante, pois trabalha várias regiões da parte inferior do corpo. “O agachamento é muito comum justamente por se enquadrar nos diversos tipos de treino de força e por exercitar quadríceps, glúteos, adutores, isquiotibiais e core”, explica.

Conheça alguns tipos de agachamento indicados por Nunes:

Treino com peso corporal
  • Agachamento sem carga
    Visa o aumento da resistência muscular. É muito utilizado em treinos intervalados.
    Como é feito: agache até o quadril passar para baixo da linha da cintura.
  • Agachamento unilateral
    Variação com maior grau de dificuldade, utilizada ou após os treinos para ganhos de força e estabilidade de quadril.
    Como é feito: agache em um só pé de apoio até a amplitude que consiga estabilizar o movimento. Pode ser feito em um banco, caixa ou step para sentar e levantar do mesmo limitando a amplitude do movimento.
  • Agachamento com salto
    Usado para o ganho de potência.
    Como é feito: agache de 45º a 90º de flexão de joelho, realizando um salto mais alto possível ao final da extensão dos membros inferiores.
Musculação
  • Agachamento com barra (nas costas)
    Exercício para o ganho de força. Pode ser inserido em treinos combinados de força e corrida.
    Como é feito: agache até o quadril passar para baixo da linha da cintura, mantendo a barra apoiada na região do trapézio.
    Exemplo: 10 tiros de 500 m realizando o achamento com barra entre os tiros (consulte um especialista para saber a carga ideal para que lesões não surjam).
  • Agachamento frontal
    Esta variação muda o centro de gravidade para frente do corpo, obrigando o esportista a manter uma postura de tronco mais vertical – parecida com a da corrida.
    Como é feito: agache até o quadril passar para baixo da linha da cintura, mantendo a barra apoiada na parte frontal dos ombros (alinhada com a clavícula).
Treino proprioceptivo
  • Agachamento no Bosu
    Visa a maior estabilização das articulações durante a realização do movimento, juntamente com ganho ou manutenção da força.
    Como é feito: equilibre-se no bosu e agache até o quadril passar para baixo da linha da cintura, mantendo joelhos e tronco estáveis.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

TREINO INTERVALADO: PARA QUEIMAR GORDURAS E MELHORAR NA CORRIDA

Estilo de treinamento ajuda corredor a se desenvolver, manter a motivação e perder peso

Por: Fernando Rocha - São Paulo - 26/08/2015
Treino-intervalado
Foto: Thinkstock
Mudanças e diferentes ritmos de intensidade na hora do treinamento podem garantir excelentes resultados para quem deseja evoluir na corrida e, até mesmo, perder gorduras indesejadas. O treino intervalado é um dos métodos mais utilizados por atletas de todos os níveis para melhorar no esporte.



Criada na década de 1920, o método era utilizado no treinamento dos corredores de longas distâncias, pois, além de dar mais condicionamento físico, a variação de intensidade é ideal para o fortalecimento muscular. As áreas mais trabalhadas são a panturrilha, coxas e glúteos, fazendo com que o esportista esteja sempre preparado para competição de média ou longa duração.
“Adaptações biomecânicas e neuromusculares ocorrem com mais evidência neste tipo de treinamento, fazendo com que a corrida se torne mais econômica e, consequentemente, o resultado em provas e treinos seja melhor”, explica o diretor da Lobo Assessoria Esportiva, Rodrigo Lobo.
Entretanto, o treinamento intervalado não se destaca apenas para a melhoria da corrida, sendo também uma modalidade estimulante e motivacional para o indivíduo, já que é um treino mais desafiador e menos monótono. Como os resultados aparecem, o esportista quer treinar cada vez melhor, tornando-se mais disciplinado e dedicado.
Outro benefício deste tipo de treino é para quem precisa emagrecer. Ele é ótimo queimador de gordurinhas devido às diferentes velocidades utilizadas, refletindo na frequência cardíaca, estímulos biomecânicos e liberação de alguns hormônios, como a adrenalina, noradrenalina (humor, sono e alimentação) e o GH (crescimento). “Tudo isto está relacionado com a potencialização para a perda de gordura. Os resultados são rápidos, pois o metabolismo também estará estimulado”, revela Lobo.
Confira como funciona o treino intervalado:
  • Variações de ritmos entre leve, moderado, forte, muito forte e caminhada.
  • Mudanças de estímulo nos períodos correndo em altas intensidades.
  • Diferentes tempos de recuperação entre as variações de velocidade.
  • Treinamento em subidas e descidas de diferentes graus de inclinação com ou sem variações de ritmos.
  • Pode ser utilizado em outras modalidades, como o ciclismo, natação e circuitos de força.

Converse com um treinador especializado em corrida para que você tenha a melhor orientação possível sobre os treinos intervalados. Este profissional saberá dosar o quanto você deve fazer por semana e isso evitará possíveis lesões.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O movimento dos seios na corrida

ocê ainda não compreende a relação dos seios com as pernas na corrida? Entenda o resultado deste mecanismo de compensação


Quanto maior a mama, maiores serão as oscilações e maior será a exigência muscular da coluna, quadril e consequentemente dos membros inferiores. Saiba como se comportam os seios na corrida
Certamente, este é um assunto que interessa mais a  mulheres  do que aos homens. Mas ao entender este tema, seja do sexo masculino ou feminino, ou seja, tendo uma mama grande ou pequena, a pessoa passa a ter uma ideia de como o corpo se comporta com qualquer tipo de oscilação, de qualquer parte do corpo. E, para isso, vamos usar os seios na corrida como exemplo.
Há alguns anos, um grupo de pesquisa em saúde da mama da Universidade de Portsmouth (Inglaterra)(lincar) observou que correr sem sustentação nos seios aumenta a força exigida nas pernas e o impacto contra o chão em até 27%. Isso significa 27% a mais de força gerada nas articulações, principalmente dos membros inferiores, que poderia ser reduzida apenas com uma boa fixação dos seios, por maiores que eles sejam.
Imagino que muitas pessoas ainda não devem ter entendido a relação dos seios na corrida com as pernas. Então, vamos continuar.
Durante uma atividade física os seios naturalmente oscilam, gerando alterações no centro de massa da mulher, exigindo mais força e controle muscular do corpo para que ele se mantenha em equilíbrio. Por conta disso, quanto maior a mama, maiores serão as oscilações e maior será a exigência muscular da coluna, quadril e consequentemente dos membros inferiores.
Para os homens, ou para mulheres com seios menores, basta tentar correr com uma mochila cheia, na frente do corpo. O fato dela se mexer para os lados, para cima e para baixo faz você se cansar muito mais, pois parece que a corrida fica em função dos movimentos da mochila.
Além da oscilação dos seios na corrida, quanto maior o tamanho deles, maior o peso na parte anterior do corpo, fazendo com que a mulher tenda a se curvar para frente (no caso dos homens, podemos pensar no tamanho da barriga). Mas para combater isso, os músculos das costas irão fazer mais força, na tentativa de manter a coluna ereta. O resultado deste mecanismo de compensação será uma tensão aumentada nos ombros, no pescoço e inclusive na coluna.
Neste momento, se você leu os dois últimos posts que escrevi, deve estar se perguntando se os seios interferem na respiração e no movimento dos braços. Claro, que sim! Eles se localizam na face anterior das costelas. As costelas se articulam com a coluna torácica e essas por sua vez interferem no movimento dos braços.
Ou seja, mamas muito grandes podem dificultar a expansão dos pulmões pela pressão que geram nas costelas, dificultando-as de se movimentarem livremente, interferindo diretamente na função do diafragma. Esta dificuldade pode interferir na mobilidade da coluna, aumentando riscos de desvios posturais acentuados e lesões específicas. Em relação aos braços, estes farão movimentos adaptados, para compensar as mudanças do centro de gravidade que a oscilação das mamas gera durante os exercícios e, em menor escala, pela perda de mobilidade de costelas e coluna.
A partir deste raciocínio descrito acima, é possível entender a relação com as pernas agora. Se as mamas interferem no movimento dos braços (são o melhor exemplo, mais fácil de entender) e o movimento dos braços é sempre acompanhado pelo movimento das pernas, uma alteração em qualquer um deles vai gerar compensações em todos eles.
Se ainda ficou uma dúvida, sugiro que leia o post “O movimento dos braços na corrida”(lincar). Ou então, corra com uma mochila pouco presa a sua frente. Vai reparar que quando você está na fase de impulsão, jogando seu corpo para frente e levemente para cima, a mochila está indo no caminho oposto, indo para baixo e pressionando seu peito para trás e geralmente indo para um dos lados, obrigando seu corpo todo a se adaptar para continuar correndo, afetando o movimento dos braços e das pernas. As mamas maiores se comportam quase do mesmo jeito que a mochila.
A solução disso tudo não seria parar de correr, mas se preparar e reduzir estas oscilações dos seios na corrida. Quando se utiliza um top adequado, o volume das mamas é aparentemente reduzido, pois elas são comprimidas junto ao corpo, reduzindo uma alavanca anterior. Deve-se apenas evitar exagero na compressão, para que não dificultem a respiração ou tracionem demais o pescoço para frente e para baixo. Já as mulheres com próteses de silicone devem usar uma compressão proporcionalmente menor, por conta da menor oscilação deles, além de uma menor capacidade de compressão.
Em último caso, se a mama for muito grande e nem os melhores tops amenizam as consequências no corpo, uma cirurgia para redução no tamanho pode ser indicada. Mas este é um assunto para se conversar com um médico de sua confiança.
Por fim, agora sugiro que as mulheres apostem corridas com homens usando mochilas na frente do corpo. Quem sabe assim daria um empate? Fica a dica para as mais competitivas. Boa corrida!
Por Marcel Sera

terça-feira, 3 de abril de 2012

Lista de já confirmados e inscritos para a Fila Night Run - Etapa 1 RJ


Cristiane Barbosa
Cristiane Souza
Daniel Victor
Danton Viana Coelho
Elise Sant'ana
Erick Mello
Fabio Penha
Frederico Marques
Jaqueline Schmitt
Josoé Marcelo
Leandro Bindi
Léia Souza
Livia Mendes
Luiz André
Marcelo Gomes
Michele Esteves
Miqueli Lima
Olivia Mello
Paulo Ricardo
Priscila Medeiros
Rafael Caravana
Rodrigo Oliveira
Taner Guedes
Thiago Almeida
Vivian Bernard

sexta-feira, 23 de março de 2012

Correr durante a TPM pode aliviar os sintomas pré-menstruais

Por Fabiana Coletta | de: www.webrun.com.br

Estar indisposta, sentir-se inchada ou irritada são sintomas comuns da TPM, tensão pré-menstrual que atinge a maioria das mulheres, algumas de forma mais intensa, outras, mais amenas. Porém a TPM não é mais desculpa para faltar dos treinos. Pelo contrário, a prática de exercícios físicos ajuda a controlar os sintomas do período menstrual a curto e a longo prazo.

Para as mulheres que sofrem alterações de humor antes e durante a menstruação, como irritabilidade e tristeza, a atividade física durante a fase ajuda a controlar os hormônios. A recomendação é praticar um exercício aeróbico, de intensidade moderada, como uma corrida leve, no dia em que estiver com os sintomas.

“A mulher vai produzir endorfina e se sentir melhor. Ela terá uma sensação de bem estar e alívio momentâneos”, indica Sílvia Casseb, doutora do Ambulatório de Ginecologia do Esporte, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. “O exercício físico no dia da TPM ajuda muito”, conta.

Além de se sentir melhor naqueles dias, a corrida pode fazer os sintomas da TPM ficarem cada vez mais amenos a longo prazo. Aos poucos, o organismo vai modulando a produção de algumas substâncias, como as chamadas prostaglandinas (PGI), que promovem inflamações e dor, como a cólica, por exemplo. “O exercício físico regular age como fator amenizador dessas prostaglandinas” e, dessa forma, diminui as sensações dolorosas pré-menstruais e menstruais.

Caso os sintomas causem muitos desconfortos à mulher, uma recomendação da Dra. Sílvia é mudar o treino durante o período menstrual. Fazer musculação ou um exercício moderado pode ser a solução para quem não quer perder o ritmo e continuar se sentindo bem. “Não tem problema em treinar menstruada, não causa nenhum prejuízo à saúde. Mas é muito individual, depende do bem estar da mulher”, enfatiza.

Desde que se sinta confortável, não há problema em correr durante o período menstrual
Foto: Raquel Baranow/Licença Creative Common

Desde que se sinta confortável, 
não há problema em correr durante o
período menstrual

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Descanso x Corridas

A importância em entender a relação do descanso com as exigências da prática de atividade física.



Por Miguel Sarkis  
 
Foto: Ivan Padovani
Ele sempre se manifesta, sorrateiro e silencioso. Vem observando os pontos fracos dos corredores, e logo que estabelece os limites, ultrapassa as barreiras do “achômetro” desses atletas, que não acreditavam precisar dele. Instalou-se para nunca mais sair, ou melhor, quase não sair mais.
É assim que ficamos cientes da história: Descanso X Corrida.

Cansaço
Um assunto já comentado anteriormente, e que escolhi para replicar em forma de assunto verídico, que vejo acontecendo a cada dia, a cada minuto e a cada hora. O cansaço -  aquele que estamos acostumados a sentir - seja na hora em que acordamos, quando olhamos incrédulos para o relógio e não acreditamos.
Mesmo! Puxa vida, e já é hora de me levantar?
Não! Há algum engano?
Olho para o meu cão e ele, simplesmente, lamenta-se e vira para o outro lado, como quem diz; agora não meu dono.
Mas, o nosso já reconhecido compromisso que nos leva para onde a sociedade desejar, e que nos atropela feito um trem bala, sem deixar reação possível ao nosso corpo. A nossa mente? Nem reage a tal atropelamento inevitável.
É assim, todos os dias, para muitos corredores, que deveriam descansar um pouco mais: talvez uma hora a mais de sono. Duas horas, mas, não seriam muito mais que isso. Mas, levantamos como fortes cidadãos de uma sociedade que nos cobra todos os instantes. O corpo e a mente de um trabalhador imbatível.
Sinceramente?
Não, você é um ser humano como muitos outros; deseja, precisa e não tem força para tal providência.
No mais, podemos enumerar algumas formas de cansaço, e que não damos bola. Como o cansaço daquele treinamento que você realizou logo pela manhã, saiu inteiro e se sentindo o máximo. Foi para a escola ou trabalho e depois de algumas horas, sentiu que suas forças se foram, como que para o ralo, num efeito gigante, como a bola de neve que despenca montanha abaixo e torna-se cada vez maior. Pois é meu caro corredor, o cansaço que sentistes é o mais honesto dos cansaços, afinal, você correu muito e intenso, e não tem melhor forma de se restabelecer da atividade, senão com uma bela e suficiente noite de sono. Mas há aqueles que necessitam de maior tempo para o descanso, como aqueles minutos preciosos da “sesta”, que em muitos países da Europa se tornou comum. Alguns restaurantes em São Paulo, e em algumas capitais, tem aderido ao hábito, disponibilizando local apropriado para descansar, destinada aos clientes, depois do almoço.

Perdendo horas
Há outra forma, sorrateira de cansaço físico, como a que obtemos, sem saber, pelo acúmulo de faltas de horas, que não percebemos a cada dia, e que ficaram pelo caminho. As noites mal dormidas, as horas de trabalho que lhe roubaram preciosos minutos de descanso, não permitiram o restabelecimento corporal, emocional, nervoso e o mais importante para quem corre - a resposta ao exercício físico realizado, que ausente, o treino não terá muito aonde ir. Não se produz uma história com inicio, meio e fim, feliz, sem um elenco tão importante como o sono, o descanso e o ócio.
Na linha fatal do estresse, ficamos então assustados com o acúmulo de todos os tipos de cansaço e a falta de recuperação aos esforços repetidos de corrida, que nos conduzem ao estresse maior e que conhecemos como Over Training.
Quando o seu estresse alcançar o seu treinamento, nada mais interessará, senão, em repensar e dar chances para o descanso, que enfim, grita mais alto e mais firme, dando sinais de que ele pode ultrapassar a sua corrida, sendo muito bem representado pelo seu estresse.
Atente-se para suas sensações físicas e emocionais, pois, no mais das vezes, fala pelo sentimento, simplesmente.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Corrida consciente: saúde e bem-estar

Entenda como conhecer seu corpo e dar atenção para todos os músculos poder ser importante para um melhor rendimento na corrida


* por: Suely Tambalo (o2 por minuto)

Quando nos deparamos com corredores nas ruas e parques, podemos dizer que existem tantos estilos de correr quanto corredores. Muitas vezes ao observarmos as pessoas é impossível não notar o quanto para alguns o movimento parece fácil, natural e harmonioso. Para outros, entretanto, o ato de correr parece mais um esforço descomunal que a pessoa se impõe, tamanha é a quantidade de compensações musculares, tensões e desalinhamentos.

Não é necessário ser um profissional de educação física ou fisioterapeuta para constatar quando há algo errado, porque a harmonia e a beleza saltam aos olhos, e um movimento econômico e bem coordenado parece realizado sem esforço, quase uma dança.

É claro que somente alguns seres geneticamente privilegiados já nasceram com o dom e o corpo perfeitamente “projetado” para o esporte e o desempenho. A maioria dos “mortais” tem suas características genéticas e padrões posturais adquiridos ao longo da vida, que nem sempre correspondem ao ideal atlético e nem por isso devem se privar do prazer e dos benefícios da atividade física, muito pelo contrário.

Exemplos não faltam de atletas olímpicos que se superam no esporte por conta de um inicial problema de saúde. Muitas das pessoas que contribuíram para o estudo e o desenvolvimento de métodos de atividade física alternativos também têm esse perfil, da busca pela própria reabilitação e saúde, como Moshe Feldenkrais e o próprio Joseph Pilates entre outros.

Não se trata, portanto, de buscar a perfeição, mas de dar a si mesmo o melhor possível dentro de suas possibilidades. Porém, o que se vê corriqueiramente, infelizmente, são pessoas que, julgando estarem fazendo um bem para a saúde, estão na verdade causando desgastes e eliminando um bem perecível que é a saúde.

Correr sem consciência de seus próprios movimentos pode causar mais danos do que ganhos. Na era da tecnologia, em que celular e iPods estão sempre presentes nas nossas mãos, seria interessante, ao menos de tempos em tempos, usarmos essa tecnologia a nosso favor.

Não é equipando-os com programas para manter ritmo e metas de treinamento, medindo frequência cardíaca, tão pouco baixando músicas motivantes para manter acesa a vontade de terminar. Seria simplesmente gravando ou filmando nossos movimentos, analisando depois com calma com a ajuda de um profissional, pois desta forma poderíamos melhorar a postura e, provavelmente, desvendar o mistério daquela dor nos joelhos, quadris, tíbia, ombros.

Certamente, encontraríamos a causa para muitas de nossas queixas, quando não nos surpreenderíamos assistindo uma pessoa totalmente desconhecida daquela que pensávamos ser. O conhecimento de si mesmo, às vezes um tanto doloroso, pode nos ajudar e muito a realmente encarar nossas dificuldades e aprimorá-las.

Nas palavras do próprio Joseph Pilates: “Andar, o único exercício mais comum para a maioria de nós, trabalha apenas um número limitado de músculos. Com repetição, o ato de caminhar se torna um hábito ruim, sempre acompanhado de má postura... No entanto, há outra razão importante para exercitarmos todos os nossos músculos conscientemente. Cada músculo pode, cooperativa e fielmente, ajudar no desenvolvimento uniforme de todos os outros. Ao desenvolver os músculos menos importantes, naturalmente estamos ajudando a fortalecer os músculos mais importantes. Assim como os tijolos pequenos são usados na construção de grandes edifícios, o desenvolvimento dos músculos menores ajudará a desenvolver os músculos maiores. Portanto, quando todos os músculos forem adequadamente desenvolvidos, você naturalmente trabalhará fazendo um esforço mínimo e desfrutando de um prazer máximo.” (A obra completa de Joseph Pilates – Joseph Hubertus Pilates).

Na corrida
Num exercício repetitivo como a corrida, em que exercitamos os mesmos músculos, sempre da mesma maneira, realizar qualquer movimento em desvantagem biomecânica significa criar stress, tensão e lesão desnecessária nos músculos e articulações.

Complementar a prática da corrida com atividades que estimulem todos os músculos de maneira equilibrada e ainda promovam a concentração e o autoconhecimento como o Pilates, certamente fará com que estendamos por mais tempo nossa saúde e bem-estar, nosso bem mais precioso que não deve ser desperdiçado nem mal administrado.

Bons treinos!

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